abril 11, 2010

a vida de um jeito inusitado

O despertador o acordou às sete horas da manhã e seus pés estavam muito inchados. Parece que só tinha cochilado pouco mais de trinta minutos, sua cabeça ainda estava doendo e sua televisão ainda estava ligada. Tomou seu banho quente, tomou aquele bom banho dos pés a cabeça. Saiu enrolado na toalha para tomar o seu café forte com pouco açúcar. o jornal já estava em sua porta quando avistou uma bela moça morena com olhos cinza-azulado. Ele estava de toalha com a xícara de café na mão quando abriu a porta de seu terraço. Ele um jovem moço bonito com seus 25 anos, cabelos castanhos claros, molhados. Olhos de gato, de um amarelo meio marrom.

Leu o jornal da manhã, tomou seu café com torradas, fumou um cigarro e foi para seu escritório. Seu carro não era conversível, não era do ultimo modelo. Em plena avenida observava os carros passando como vultos de luz colorida. No alto do arranha-céu um pássaro bonito, grande, tão simples e bonito como o farfalhar das árvores. Laranja, amarelo, vermelho. Não sabia ao certo, ele estava longe demais de seus olhos, mas não pra perceber que o animal estava um pouco velho e triste. Seu escritório é próximo àquele arranha-céu, não chegava a mais de 5 metros de distância. Sentou-se em sua cadeira a observar aquele passaro formoso.

FOGO! O passaro estava em chamas, ele não conseguia ajudá-lo, chamou seus amigos para verem, mas eles não o viram. O passaro, aquele magnífico passaro estava morto, angustiado em sua morte lentamente dolorosa. Ficou abismado com aquela cena tão cruel. Quem poderia botar fogo em um pássaro? Era de uma sensação apavorante, era como se estivessem pondo fogo nele, naquele homem. Em alguns minutos, que pareciam uma eternidade, o passaro estava em cinzas. Cinzas como a do cigarro que o jovem havia fumado naquela manhã.

Quanta brutalidade existe nesse mundo. Matar um passaro, matar um passaro tocando fogo. Pensou naquilo durante todo aquele dia. Seu expediente havia acabado, pegou seu carro em direção de casa viu aquele mesmo passaro daquela manhã perseguindo seu carro. Deve haver vários desses pássaros na rua. Ele realmente nunca havia visto algo tão surpreendente em sua vida. Dono de uma enorme calda brilhante cor de fogo, aquele passaro dava lindos rasantes em quanto suas penas balançavam de acordo com o movimento do vento. Ao estacionar seu carro em frente a sua casa, o bicho colocou-se de pé numa posição sublime, digna de uma grande majestade.

Com os anseios a flor da pele, aproximou-se do animal logo depois de o obsevar atentamente. Ele não parecia agressivo. Olhou bem dentro dos olhos do animal, sentiu uma prosperidade magna. Levantou as mãos, tocou nele. Ele estava em chamas outra vez. Foi ele que havia posto fogo nele aquele dia, com seus olhos, deus dedos. Não podia reverter aquilo, correu pra dentro de casa, pegou uma panela, encheu de água. Voltou ao animal derramou toda aquela água nele, mas não fazia efeito algum. Só aumentava mais o fogo, a medida que o tempo passava ele pensava que seria capaz de matar todos aqueles pássaros, pensou em nunca mais sair nas ruas por instantes. O passaro estava em cinzas, então o homem ficou observando aquelas cinzas, afixado em seu medo, seu espanto. As cinzas se mexeram, lentamente outro animalzinho feio, nada formoso como aquele que havia se destruído minutos mais cedo, havia renascido das cinzas. Demorou a perceber, mas aquele passaro era uma fênix. A fênix era sua vida.

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