abril 01, 2010

voyeur, exibição, amor. é tudo fake

“Desce filha” foi uma das únicas palavras que ela conseguiu se lembrar daquela tarde, o resto foi tudo relatado por amigos. Saiu da faculdade, como de costume foi até aquele barzinho da esquina com os amigos. Comeu, bebeu, foi pra casa dos amigos. Lá era aconchegante, tinha uma piscina quente e chamativa de um azul celeste. Bebeu mais, e mais, e começou aquela brincadeira “Eu nunca” com algumas adaptações. Beijo vai, beijo vem. EXATAMENTE, “Eu nunca” com beijos. Gole vai, gole vem. Estavam todos bêbados, e ela mais decadente que todos juntos. Começaram todos a ficar, e ela não poderia ficar de fora.

Beijou sua melhor amiga, seu melhor amigo, seu namorado, beijou um colega, uma colega, beijou o poste, o cachorro, a planta. Beijou um, beijou dois, três ao mesmo tempo. Ela estava completamente bêbada, não tinha consciência dos seus atos. Foi seu primeiro momento exibicionista. Ela fez tudo aquilo que ela costuma fazer em 4 paredes para uma pessoa ver. Debaixo de um chuveiro, ela se deliciava com beijos quentes e carícias de seu namorado. Debaixo do chuveiro, ela puxava os cabelos dele, arranhava suas costas. Eles gemiam juntos, se tocavam juntos, se amavam juntos de baixo de um par de olhos observantes.

Sua ousadia era tanta que sem mais nem menos ela desceu a sua cueca só pra provocar. Ele não resistiu, delirou. Pegou a mão delicada de sua namorada e passou em torno de seu corpo até chegar em seu membro. Ela o tocou, ele a tocou. Ela desceu seu rosto, o chupou até de tão bêbada cair no chão. Pediu um beijo pra aqueles olhos, e foi retribuída. Beijava aqueles olhos e ao mesmo tempo era chupada por ele. O observador foi ao ápice, estava vendo tudo aquilo que nunca havia visto antes. Era a melhor cena de sua vida: SEXO! Sexo entre dois amigos seus. Era sua primeira cena de voyeurismo. Era tudo tão excitante, eles estavam a menos de 1 metro a sua frente.

Beijos, suores, água, secreções. Tudo o que aqueles olhos queriam ver. Gemidos de brinde. Era como um grande chocolate, daqueles bem saborosos que a gente se lambuza e ao final sempre chupamos o dedo. E com aquele mesmo dedo, brincamos com o brinquedo que vem logo após a primeira camada de chocolate. Aquela piscina chamativa chamou os exibicionistas pra lá. Com mais uma dose eles entraram naquela água quente, e foi lá que eles transaram.

A escuridão do lugar era um atrativo, um afrodisíaco. Transaram a noite inteira, os gemidos eram audíveis a toda a vizinhança ao redor. Ele botava, ela gritava. Ele botava, ela ia ao céu. Foi a transa mais inconseqüente de toda sua vida. Ela era engolida pelo prazer, ele se lambuzava com a vagina dela. Ele botava cada vez mais forte, ela gemia cada vez mais alto. Aqueles olhos brilhantes vomitavam excitação. E todo aquele momento ficou pra sempre em sua memória. Os gemidos, as caricias. Tudo ficou marcado.

Saíram da piscina, quase pelados. Fizeram uma merda grande, ele sentou-se no banheiro, chorou. Ela agarrou-se com a privada, vomitou. Ele disse que a amava, ela disse que o amava. Ele a beijou, não era um gosto tão agradável. A exibição tinha acabado, mas a melhor parte tinha começado. Eles se amavam, se amavam.

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