junho 26, 2014

Smartphone, impaciências e a Geração Facebook

É tanta coisa pra fala, pra reclamar que nunca se sabe o começo de toda essa história. Eu vivo aqui dizendo que devo melhorar em mim coisas que eu nem sei se consigo, mas eu tenho plena consciência que elas estão erradas. Eu já fui uma pessoa melhor, tanto psicologicamente quanto socialmente. Como eu falei, já são muitas coisas a se melhorar e eu realmente não sei por onde começar, dessa maneira, acho que devo começar pelas mudanças que devem ocorrer em mim e eu adio desde o ano passado.

Bom, eu tentei procurar aqui uma charge mas eu realmente não to conseguindo então (por enquanto) eu desisto, se daqui pro final desse texto eu me distrair de novo e resolver procurar talvez eu ache. A charge se referia a um cachorro na coleira e um humano com o celular na tomada, e assim, não preciso explicar pra vocês o que isso deve significar mas vocês entendem que eu me tornei esse "cachorro" escravo do iPhone.

(Atualizando: achei a foto)


Eu sempre repudiei algumas atitudes alheias a minha pessoa quanto ao uso do celular, tais como conversar com outras pessoas e ficar o tempo todo com o celular na mão no WhatsApp. Até hoje eu não acho que isso seja muito certo, acho que as pessoas acabam perdendo alguma ou boa parte do que está acontecendo na mesa ou no ambiente ao seu redor, mas ainda sim, posso me dizer que me tornei uma hipócrita quando me refiro a esse assunto.

Hoje em dia as pessoas tão se importando demais em mostrar aos outros o que estão fazendo ou o que estão comendo e esquecendo de viver pra si e começando a viver para os outros. Não posso ser hipócrita ao ponto de dizer que nunca fiz isso, porque seria uma puta mentira. Admito que baixei o Foursquare realmente com esse intuito, mas depois desencanei dessa história e comecei a realmente me viciar nessa merda. E esse é o meu mal, ou o mal que todo mundo acaba enfrentando: achar que consegue lidar com algumas coisas "leves" e acaba se entregando ao vicio. Calma que eu AINDA não to falando de drogas. HAHAHA.

Nesse mundo que corre, as pessoas esquecem de viver intensamente como há alguns anos atrás e é por isso que elas se afundam em mentiras ou tentam fantasiar ou mostrar a todos uma verdade que não lhes pertence. Tem um vídeo bem foda que eu vi essa semana que resume bem o assunto:


E nesses tempos eu penso o quanto da vida eu to perdendo por causa desses malditos smartphones, redes sociais e o caralho a quatro. Eu jamais serei contra essas coisas, por razões óbvias, mas uma hora tua vida satura dessas coisas, entende? Você não consegue fazer quase nada direito, se distrai de maneira absurdamente rápida (durante esse texto eu já devo ter me perdido pelo menos 5 vezes entre olha o Facebook, o Twitter e o WhatsApp). A gente se distrai em busca do imediatismo, das novidades que a gente não pode perder, dos amigos que a gente não pode deixar de conversar ou da vida nova do vizinho solteiro.

E busca incessante pelo imediato nos faz impaciente pela velocidade das coisas, impaciente por notícias, impaciente pelas respostas que esperamos e assim corre essa sociedade em que "todos sabemos que você está sempre online e se você não responder rápido é porque você não se importa". Eu confesso abertamente que sou extremamente impaciente com esse tipo de atitude, a pessoa vem falar comigo, eu respondo na hora e ela, mesmo tendo falado comigo pouco tempo antes, não volta a me responder na mesma velocidade, e cara... isso é muito errado.

Minhas impaciências hoje, ou desde o ano passado quando ganhei meu primeiro smartphone, não me permitem mais escrever o tanto que escrevi aqui (e hoje se fez milagre), minhas grandes histórias se resumem a 140 caracteres ou histórias de pouco mais de 10 linhas no Word, histórias bem pensadas e sempre inacabadas ou distraídas por redes sociais, livros interminados  (três, incluindo um autor que amo e que as histórias me instigam bastante: Dan Brown).

Sinto falta do meu Eu de dois anos atrás, ou mais, quando eu levava meus hobbys a sério, quando eu sempre tinha uma boa ideia na cabeça e mesmo que sempre difícil, eu conseguia botar no papel, quando eu lia mais (acho que é dessa parte que eu mais sinto falta), quando eu saía mais com meus amigos e não ficava olhando o celular esperando respostas ou me distraindo com outras coisas no celular mesmo esperando essas respostas.

Não estou aqui julgando a atitude de ninguém, de maneira nenhuma, apenas julgo a MINHA atitude e minha vontade de mudança e minha PREGUIÇA de mudar. Mas é tanta coisa, como falei no começo, que eu to engasgada que eu acabo meio perdida e inacabada, por assim dizer. Eu to cansada de empurrar tudo com barriga e dizer que vai melhorar e não conseguir levantar essa bunda mole da cadeira (ou da cama, pq também faz tempo que não sento numa cadeira pra mexer no computador que não seja no trabalho) pra mudar alguma coisa.

Hoje estive refletindo com meus amigos em como a "Geração Facebok" é diferente da nossa. Desde crianças de 2 anos que mexem num celular melhor que eu à um adolescente que expõe suas intimidades para ter status pra os amigos. Novamente, aquele vídeo reflete bem o que é a sociedade hoje, não só a "Geração Facebook", mas também a minha geração jovem. Essa geração que acha que status é tudo nessa vida e que comer todo mundo é massa, vida-loucar é massa...

Não é papo de careta, até porque eu não tenho nem idade pra caretar nem nada, mas a minha vida 4ever 16 acabou, cara, acabou de maneira cruel e violenta, digamos assim. Não quero entrar em detalhes sobre o assunto, mas a vida não é vida-louquice pra sempre não, uma hora tu leva um soco na cara da vida e tu se orienta e para de fazer bosta, de arriscar a vida por merda e começa a pensar nas tuas atitudes em relação a tudo e inclusive aos conselhos que tua mãe te dava quando tu era mais nova, e que tu não ligava por achar que nunca ia acontecer contigo. Adolescente acha que é o super-heroi mesmo, HAHAHAHA, que bosta. Uma hora to acorda pra Jesus e começa mesmo a procurar coisas que te acrescentam, pessoas que somam e não pessoas passageiras, que você só quer se divertir e te deixar levar pra um lugar que você daqui a alguns anos não vai querer estar (É claro que se divertir e curtir uma noite não faz mal a ninguém, né gente, pelo amor de deus. Novamente, eu não to julgando quem faz isso, eu não to dizendo que não faço, mas maneirar é a palavra do momento).

Eu fico pensando que, há dois/três anos atrás (sem querer ser mais saudosista do que já estou sendo) a gente fugia de relacionamentos mal pensados, ou de uma noite só. Era massa você ser amiga de um cara, ficar com ele vários meses antes de vocês decidirem namorar, ou nem isso. Era massa ter alguém que além de satisfazer suas necessidades (sexuais ou não) era seu amigo, você podia confiar. Hoje a nossa vida "amorosa" se resume a uma coisa: Tinder. Vocês tão tendo noção de como a vida tá ficando chata? Tu ta impaciente, não consegue mais esperar um amigo ficar mais que amigo dai tu tem que recorrer a um aplicativo pra "matar" suas necessidades? (Novamente, não julgando quem faz, não vou ficar repetindo essa ideia porque eu acho que vocês sacaram)

A gente imediatizou demais as coisas e isso tudo tá bem chato. Vamos aproveitar mais as Good Vibes que a vida tem a oferecer à gente sem smartphones mesmo, vamos curtir mais as festas, os bares, OS LIVROS, as paqueras, as boas e velhas conversas ao telefone, os amigos, a família, as músicas, todas essas coisas que a gente deixa passar na tela do celular, na tela do WhatsApp. Deixa essa porra pra lá, vai ver um filme, ver o sol nascer de novo, conversar com os amigos na praia e perder a noção do tempo. Vamos tentar pelo menos nos desconectar da vida dos outros um pouco e viver mais a nossa vida. A vida é agora, porra. Pensa só um pouco nas coisas que tu perde de aproveitar porque tu está no celular querendo saber das coisas. Pensa naquele boyzinho que tava conversando contigo e tu não desse muita bola.

Vou começar a pensar um pouco mais em mim e deixar um pouco os outros pra lá e eu espero muito, de verdade, conseguir (E olha, escrever e, principalmente, TERMINAR esse texto foi um grande passo pra começar a viver dessa maneira mais leve).

junho 19, 2014

É sobre pertencer

Se tem uma coisa que eu não sou é minha. Sou do mundo, sou tua, sou dela e dele mas não sou minha. As vezes me pergunto onde eu pertenço, se sou mesmo daqui ou se sou de marte: eu não sou daqui. Tenho sempre aquele eterno desejo de mudar de sair dessa inércia que me domina, largar as garras dessa vida e viver outras vidas e outras histórias. Wanderlust. Eu não sou minha, sou de outros, de todos. De outros bairros, outras casas, outras vidas. Sou dele desde sempre. Tenho que voltar pra onde eu pertenço, tenho que achar onde eu pertenço, nem que leve décadas e mais décadas até eu achar, eu vou encontrar. Encontrar um lar, um lugar onde eu me sinta em casa novamente, um lugar que me lembre você.

julho 02, 2013

Intenso

Por que tão inquieta e inconstante? Momentos que vem e vão de súbito e acabam tão rápido. Prender-me em uma coisa e me manter: difícil. Inconstantes pensamentos vêm e vão num piscar de olhos. Minha sede por mudança é algo insaciável. Vivo tão intensamente o momento que acabo deixando de lado tantas outras de tamanha importância. Viver um momento de cada vez, não querer engolir o mundo de uma vez ou abraçar todo ele com minhas pernas, pra não se esquecer de viver realmente.

junho 28, 2013

Amor e ciclos repetitivos.


Muito vivi esses 3 anos e percebo: minha vida se tornou um ciclo. Na verdade, acho que não só a minha, não só a vida, mas tudo que se passa ao nosso redor. A história, por exemplo, é formada por vários ciclos repetitivos e pouco mudam com o passar dos anos. Elementos de formação essencial sempre vão estar ali de suma importância na história. Um desencadear de manifestos por exemplo.

Não vim falar de história, infelizmente, vim falar de amor. Relendo todos os textos que fiz até hoje – não foram poucos, confesso, porém deveriam ser mais – percebo uma padronização na minha forma de amar, e talvez seja isso, talvez seja hora de mudar. Talvez minha inconstância em relação a vários assuntos, minha falta de amadurecimento e meu problema com o “não” me afetem de certa maneira. E me afetam, na verdade.
“Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”

Posso dizer que essa frase foi feita pra mim. Talvez seja meu problema com o “não” que me impulsiona a amar pessoas a me apaixonar por pessoas dessa maneira imbecil que amo ou me apaixono. Confesso que já namorei por não saber dizer “não”, já beijei por não saber dizer “não”, já arrumei desculpas para adiar coisas que pra mim não faziam o menor sentido, que eu realmente não queria por não saber dizer “não”.

Cansei, é vez de dizer NÃO. Cansei de escrever mesmices, de falar mesmices, de sentir mesmices. NÃO. Esse ciclo tem que acabar. Eu preciso mudar, não quero um amor novo nem nada, eu só quero parar. Quero agir sem medo de machucar ninguém, afinal as pessoas não pensam em machucar e machucam mesmo assim, né? Quebrar a cara faz parte da vida, afinal de contas.

Preciso de sensações novas, de pessoas novas, de rotinas novas. Me prometi: ano novo, coisas novas. Como me prometi coisas novas e não prometi atitudes novas? Qual o meu problema? 19 anos e nenhuma atitude nova, minha idade mental parece que parou nos 16. Exatamente, 3 anos.
Há 3 anos atrás minha vida era outra, como posso querer coisas que aconteciam a 3 anos atrás se tudo mudou? Os anos foram passando, pessoas foram entrando e saindo de minha vida. Umas pelo próprio tempo, outras por que quis me afastar, outras por motivos ainda mais trágicos. Minha vida hoje (Junho de 2013) é outra.

Há 3 anos vivia e convivia com pessoas que hoje nem falo mais, e outras que falo tão pouco. O ócio criativo naquela época nem era tão grande como agora, mas confesso que conversava mais, CRIAVA mais. Convivia com pessoas que estimulavam minhas histórias – de amor ou não –, me estimulavam a viver de uma maneira feliz, artisticamente falando.

Sim, agora não é mais sobre amor, é sobre meu ciclo de vida se repetindo. Mas como o amor está incluído nisso, por favor, desconsidere a mensagem anterior. Quando abri essa página para começar a escrever pensei: “Hoje vou escrever sobre amor, vou escrever sobre o quanto eu estou sofrendo por algo que eu não sei o que é”, mas decidi abrir o blog. Coisas da vida. Eu abri por um motivo bem alheio a um texto de amor e acabou saindo tudo isso.

Abri o blog e vi 3, 4 textos sobre a mesma coisa: Eu quebrando a cara por “um amor que eu acho que merecia”. E se for pra merecer tão pouco, melhor me privar. Não posso dizer que não fui amada, porque fui. Mas posso dizer que achei que merecia AQUELE amor, mas aquilo não era o que eu queria, mas no fim das contas acabei me entregando ao “amor que merecia” e acabei amando realmente.

Não posso dizer que nunca amei e fui correspondida, mas fui correspondida por aquele “amor que achei que merecia”. Não posso cobrar amor das pessoas, afinal. Cada um ama do jeito que ama...

junho 27, 2013

Sobre uma possível vida.

Abriu os olhos e não sabia onde estava. Não era comum de acontecer, mas certamente sabia que não era a primeira vez. Não via nada mais que relva seca e alta ao seu redor, o sol meio baixo e a certeza de que não havia chegado ali por vontade própria. Ficou um tempo encarando o céu sem nuvens no chão e ouvindo o farfalhar do vento nas pequenas flores ali ao seu redor.  Paz. Era só isso que sentia, e só isso fazia se sentir especial.
Pensou em seu pai, sua mãe. Decidiu se levantar e sentir as folhas em suas mãos. O perfume que exalava aquele ambiente era algo que jamais havia sentido. Se paciência tivesse um cheiro, definitivamente seria aquele. Levantou-se e ia observando todo aquele verde que ia se esvaindo em tons de amarelo, dourado, cobre... Ia se esquecendo, aos poucos, do porque fazia aquilo.
Ia andando lentamente, apreciando a paisagem, olhando os pássaros que cruzaram o céu vez ou outra. Esquecendo-se do porque andava e observava. Sentia o vento bater em seu rosto e começava a se questionar sobre a vida, a se questionar porque estava ali. Perguntas iam e vinham em sua cabeça e nenhuma dessas perguntas havia resposta.
Começou a esquecer das palavras, frases inteiras. Ia cada vez mais lentamente por aquele campo – parecia que não ia acabar nunca. Acabar? Tudo tem um fim? Parou. Olhou ao seu redor, já não se lembrava mais quem era, de onde viera, porque estava ali, o que era ali. Não sabia mais nada. Respirava mais lentamente. Decidiu deitar-se, deixar-se levar.

Deitou, olhou para o céu, ouviu o canto dos pássaros, o farfalhar das flores, sentiu o cheiro, sentiu a paz. Sua visão foi ficando escura, já não conseguia mais ver o azul do céu, os tons amarelos das plantas. Sua audição foi se perdendo e passou a ouvir o nada. Sua respiração ia cessando. Suas pálpebras iam pesando. Acabou. Tudo tem um fim. Parou. Fechou os olhos e não sabia onde estava.


outubro 09, 2012

Recife, 10 de outubro de 2012


Recife, 10 de outubro de 2012

Faz tempo que eu não escrevo, eu pretendia escrever pouco tempo depois do meu ataque, mas não consegui. Tive móveis pra comprar, livros pra ler, coisas para aprender. Na verdade nem aconteceu tanta coisa, só fiquei a maior parte do meu tempo deprimido. Cansei da solidão, acho que vou começar a sair da minha toca a noite. Não queria usar meu falso dom, mas se for necessário...

A vida nessa cidade é horrível, não se tem nada para fazer, tudo que eu posso fazer tenho que cruzar com pessoas, não deveria ter escolhido recife para viver, sei lá, poderia ser um interior desses onde não se tem uma alma semiviva, como eu. Durante o dia eu observo as pernas passando de lá para cá, à noite não observo nada, só espero os ratos para me fazer companhia. Breve companhia, mas fazem.

Não tenho muito que escrever hoje, mas decidi dar as caras, tava precisando desabafar. Pronto.

Etham Smith

setembro 20, 2012

Recife, 20 de Setembro de 2012


Recife, 20 de setembro de 2012

Eu não gosto de falar sobre os ingleses. Eles me humilharam por causa da minha condição.
Eu era muito boêmio, gostava de frequentar orgias, beber, fazer sexo violentamente. Era muito sangue, muitas mulheres mortas e muitos homens nus. Como não havia prudência por parte de nossos amigos, não nos preocupávamos com nada disso, gostávamos mesmo era de uma boa festa regada a muito sangue e muito absinto. Vivíamos na escuridão, contratávamos prostitutas e nossas festas nunca foram de chamar muita atenção. Mas uma vez aconteceu de contratarmos uma mulher da corte inglesa. Na verdade não a contratamos, até porque ela não era prostituta, mas eu consegui seduzi-la, e foi ai que o problema começou.

“ você não pode me seduzir e de deixar ao relento, Etham, eu te amo. (...) vou dizer ao meu pai que você mancha as ruas dessa cidade com sua perversidade e suas orgias. – o pai dela era um duque da corte inglesa – se eu não posso ter você comigo, você vai viver na amargura, sua vida se tornará um inferno, não é assim que você gosta de viver? No inferno?(...)”

Nunca esqueci as palavras dessa vagabunda, isso ferve meu interior. Eu fiquei tão impetuoso que acabei destruindo minha sala aqui no porão, decidi que não iria mais escrever, rasguei as paginas do meu caderno e queimei todas suas folhas. Fiquei realmente furioso.

Mas sim, o que aconteceu foi: o duque veio infernizar a minha vida, literalmente. Fui acusado de homicídio, de vadiagem, obstrução a lei, desordem, desacato. Fui preso, me mandaram pra forca, fiquei lá durante horas. Não morro, né? Tive que fugir do país, escapar daquela escória. Fui até minha antiga casa ver se conseguia salvar alguns de meus pertences, mas assim que cheguei, fui perseguido novamente, botaram fogo em minhas coisas, e quiseram me queimar na santa inquisição, alegando que eu era um bruxo. Eu não sou bruxo, sou vampiro, as pessoas tem que entender essa diferença, e a propósito, eu não escolhi ser quem eu sou.

Depois desses fatos, viajei o mundo procurando algum lugar para me reestabelecer, continuar minha vida boemia, mas o duque colou cartazes a minha procura em toda a Europa, eu estava perdido. Passei 300 anos da minha lastimosa vida vivendo em vilarejos onde não havia candelabros, onde não havia pessoas. Cheguei a viver em cavernas com meus “parentes mais primitivos”. Me alimentei de ratos, morcegos, gatos  – não que tenha mudado muita coisa, por sinal – minha vida tinha realmente se tornado um inferno.

Depois desses 300 anos, consegui me atracar num navio que estava vindo para o Brasil, e por aqui fiquei por esses lados mesmo. Aqui era uma vida mais tranquila, tinham uns primitivos engraçados, umas mulheres com peitos de fora, e uns doidos com o pau pendurado, eles me pareciam felizes aquela época. Acho que eles eram enganados, vi uns portugueses trocando joias, espelhos por árvores, não é possível que eles não percebessem. Não acredito que eles fossem muito inteligentes, mas a espécie brasileira me surpreendeu muito, mudou demais desse tempo pra cá.

Vivi uns 250 anos aqui no Brasil, fui viver no Canadá, de onde sempre sinto saudades. Adotei como minha cidade natal. Minha estadia no Canadá foi maravilhosa, boa parte pelo menos, mas como todo mau vampiro, eu tive que estragar tudo e foder com toda a minha existência mais uma vez. Me acostumei com a minha paz nas vizinhanças de Alberta e resolvi trazer algumas mulheres e homens para algumas orgias. E como foi na Inglaterra, não deu certo. Mesmo os canadenses sendo receptivos, não foi legal ver cenas de sexo explicito sobre um banho de sangue. Pelo menos não me condenaram, só me expulsaram do Canadá. 
Mas um dia ainda volto lá.

Podia ficar escrevendo o dia todo, mas tenho que arrumar a bagunça que deixei de dias atrás, e ver como vou recuperar minha mobília. Estou até relaxando mais escrevendo esse diário, tinha que descarregar em mais algum lugar que não fosse nos móveis, nem tenho mais. Talvez volte a escrever quando terminar essa bagunça, ou quando arrumar coisas novas.

Etham Smith

setembro 09, 2012

Recife, 09 de setembro de 2012.


Recife, 9 de setembro de 2012.

É eu falei que só ia escrever na sexta, mas hoje estou eu aqui de novo escrevendo e hoje é um domingo real. Não um falso domingo como foi dia 7. Sábado chegaram meus livros que encomendei pela internet. Foi engraçado quando o carteiro viu o numero na parede, certeza que pensou que havia algum engano, não precisei nem ler a mente dele dessa vez. Estava estampado na cara dele, foi ai que ele tocou o sino para ter certeza. Tive que agir, entrei na mente dele e o coagi a deixar os livros escondidos numa moita aqui na frente. Quando não havia mais luz no céu nem gente na rua fui busca-los.

Comprei uns livros de uma tal de Anne Rice. Achei engraçado como ela relata a vida dos vampiros, naquele livro entrevista com vampiro. Se ela soubesse o que passamos realmente, o que ela relatou não foi nem um quarto do que passamos. Os outros livros eram apenas para aumentar meus conhecimentos na medicina, sei lá quando vou precisar usar de novo meus bisturis.

Depois que terminei de ler fiquei no tédio, pra variar. Mas o que fazer em época de tédio? Ler a mente das pessoas fica muito cansativo com o passar do tempo, ler livros também, quando eles terminam, claro. Fora que eu não preciso dormir então minha vida fica muito mais tediosa, até gostava de dormir, mas ai veio essa maldição infeliz e desde então não tenho mais sono. Minha sorte ainda é que eu tenho internet, que eu não sei usar muito bem, tá certo, aprender as coisas na minha idade é muito mais difícil, principalmente quando se viveu boa parte de sua vida num mundo sem essa internet.

Ah, eu costumava fazer muitas coisas na minha vida antes de ser infectado por essa maldita doença. Tudo bem que até tirei várias vantagens dela, e ainda tiro até hoje, mas na maior parte do tempo ela só me trouxe miséria, tristeza. Uma das piores coisas na terra é ser imortal, isso te torna impotente, desleixado. Tudo que você tem pra fazer, você pode fazer, mas depois, tem uma eternidade para viver, uma eternidade para fazer o que tem que ser feito. Conhecer pessoas e conviver com elas era o que eu mais gostava, hoje em dia não posso chegar perto de um mero mortal. Não é a toa que gosto tanto de ratos.

Eu moro no porão da minha casa, por isso as pessoas supõem que ela seja abandonada. Alguns moleques já vieram aqui para usar um tipo estranho de droga, eles chamam de pedra. É estranho, porque eu conheço o Crystal Meth e pra mim, eles reagem de outro jeito. Eu já usei e não fiquei como eles ficaram. Não gosto que invadam a minha casa, invadi os pensamentos deles e criei uma falsa ilusão que aqui existiam assassinos. Acho que eles não vêm mais aqui por isso. Ou sei lá.

Não gosto de chamar atenção, eu não saio na rua, evito contato carnal. Minha casa é organizada, a parte de cima não, até porque é assim que eu me alimento, mas onde moro é organizado. Tenho agua, luz, saneamento. Não tem uma teia de aranha sequer na minha parede, sou um morto organizado. Não é porque eu estou “morto” que minha casa precisa estar também, né?

Queria que esses meus investimentos na bolsa me dessem um pouco mais de grana. Só assim para eu poder voltar pro Canadá, eu não trabalho mesmo. Saudades de Alberta, era frio lá. Recife é um forno. Gostava de andar na neve, na época que morava lá tinha poucos vizinhos, e vizinhos cordiais, não vizinhos feito os ingleses, eu odeio os ingleses. Eles me tornaram o que sou hoje, são mais sujos que o homem que me tornou o monstro que sou hoje. Cansei, não quero mais escrever por hoje.

setembro 07, 2012

Recife, 07 de setembro de 2012


Recife, 07 de setembro de 2012

Minha vida é uma droga. Não gosto de dias como esse, parecem mais domingos, não que vá mudar muita coisa na minha rotina, mas domingo é um dia meio melancólico para mim. Eu sou um homem solitário, eu sei disso, mas minha vida não foi assim o tempo todo, eu me tornei uma pessoa assim com o tempo.  Decidi escrever sobre meus legados na terra para ver se me torno uma pessoa menos ranzinza e rancorosa, mas não creio que isso vá me ajudar. Sei que é moda entre os jovens de hoje criar blogs ou coisas do tipo, mas prefiro ser um pouco mais tradicional e escrever um diário.

Hoje tive um dia normal, normal para minha rotina, claro, pra quem ler isso algum dia pode até não ser. Fiquei na minha casa olhando para as pessoas na rua atrás de minha janela com “fumê”, na esperança de um dia conseguir entender o que se passa na cabeça delas. Na verdade, eu até sei o que se passa, mas entender é que fica meio difícil. Hoje elas passaram de uma maneira engraçada, com um humor um pouco mais patriótico pode-se dizer. Não sei se nacionalista de fato, mas ufanista com toda certeza.

“(...) meu recife pode até tá um pouco mal cuidado, tem casas abandonadas na minha rua, mas pelo menos esse ano um candidato veio até minha rua e falou que ia mudar isso(...) 7 de setembro é uma marca histórica para o Brasil,(...) acho que vou para o desfile esse ano (...)”

Foi algo do tipo que eu ouvi dos pensamentos de uma senhora que mora aqui na minha rua, e sim, essa casa abandonada que ela se refere é a minha. Minha vida não é muito boa afinal de contas, mas pelo menos tomo banho duas vezes por dia, se eu tomasse menos ia morrer de calor. Eu já não posso ficar na rua, já não posso abrir a janela, se eu não tomar banho não sei o que será de mim, se pudesse morrer eu certamente morreria de calor ou desidratação.

Eu não sou muito de escrever, mas talvez esse seja meu único meio de me comunicar com o mundo sem que eu precise entrar na mente das pessoas. Não sei... Sinto como se eu invadisse a casa delas tomasse seus bens. Evito o máximo que posso invadi-los dessa maneira, porém quando o tédio fala mais alto infelizmente não resisto. É como uma droga, mas nada disso se compara à minha decadência. Minha vida é uma droga, e eu acho que não vai adiantar de nada eu escrever essas baboseiras. Não vai mudar minha vida em nada, além disso, eu poderia estar fazendo outras coisas da vida, sei lá... lendo. Acho que essa foi a primeira e a ultima vez que escrevo. 

Adeus ilusão de amigo.

Etham Smith, ou seja lá como vão me chamar.

abril 08, 2012

Incompletos


Vejo me hoje, de súbito, escrever sobre você. Sinceramente? Não sei por onde começar.
As vezes que eu sonho com você, são especiais. E se sonho com você, peço para que eu não acorde mais, para ter você por muito e muito mais tempo. Já passamos ótimos tempos juntos, e espero que passaremos muitos mais...





...

março 13, 2012

Meu Beija-Flor

E foi por entre versos que eu me apaixonei pela primeira vez.
 “Se Pica-Flor me chamais, 
Por sua voz aveludada
Pica-Flor aceito ser,
Por sua maneira de recitar.
Mas resta saber agora, 
Senti o desejo penetrando minha alma
Se no nome que ma dais,
Um desejo nunca antes sentido por mim
Meteis a flor, que guardais![...]
Ardi em fogo proibido
Se me dais este favor, 
Estremeci por dentro
Sendo eu só o Pica, 
Fui penetrada pela sua voz macia
E o mais vosso, claro fica, 
E foi ela quem me dizia:
que fico então Pica-Flor” .
não vale mais falar sobre amor, não vale mais falar sobre ilusão e desamor, não vale mais falar palavras incertas no meio de uma multidão.
palavras incertas? como assim, sua insana?
amor não é mais satisfatório, ilusão já não é mais uma realidade, desamor muito menos. vou falar sobre desapego. quer saber? que se foda, vou falar sobre amor, ilusão e desamor, não quero mais saber.
uma vez me disseram que não era pra acreditar em homens, eles sempre te dizem palavras incertas na multidão. você escuta, entende, mas no contexto não faz todo aquele sentido. ou será que faz? bom, até que  faz, na hora, claro, mas faz. vou te contar um segredo, leitor, mas tem que prometer segredo, pode ser?
...
pode ou não?
homens vão sempre te contar palavras incertas, que pra você na hora vão fazer sentido, analize-as bem. analize-as como se um dia elas fossem não fazer mais sentido - uma expressão que aqui significa: um dia você pode não se sentir mais como você se sentia - como se vocês não entendessem minhas metáforas, oras
não se abale por pessoas, nem por suas atitudes. é só um conselho. você vai acabar mais machucado que elas, pode ter certeza.
seja forte e ,como diria minha amiga, SAMBE NA CARA DELES, eles nunca vão saber como reagir.

ame, com todas as suas forças, mas não chore com todas as suas lágrimas, elas só serão ruins pra você.
ps: não fica mal. te amo.


abril 09, 2011

Nota sobre a chacina no Rio – 07/04

Após várias analises sobre o acontecimento que “marcou” o Brasil nessa ultima quinta-feira no Rio de Janeiro, pude concluir que deveria fazer uma analise detalhada sobre o fato. É claro que eu não sou repórter mas eu gostaria de fazer uma análise sobre o fato, afinal, o brasil se comoveu - e eu não posso me manter ausente nesse meio, afinal eu sou brasileira - mas por mais que tenha sido uma crueldade o que aconteceu, eu não acho que deveria ter tanta ênfase no caso.
O Brasil hoje tem um índice de homicídios muito alto. A violência no rio de janeiro está “abrindo” os olhos da população brasileira para a violência no país. Mas vamos lá... Confesso que não sei nada sobre o rio de janeiro, mas sei que lá sempre há disputa entre gangues para o comando do trafico, sei também que há assaltos e arrastões, que há pouco menos de 6 meses houve uma “guerra civil”, com tanques e tropas de choque invadindo as favelas. Eu não estou dizendo que não existem coisas boas no rio, eu apenas estou falando das coisas ruins que existem lá.
Eu estaria sendo hipócrita dizendo que isso é uma coisa que só acontece com os países subdesenvolvidos, até porque, Baltimore (EUA) é a nona cidade mais violenta do mundo, de acordo com estudos realizados em 2009 e é nos EUA. Nos EUA, os cidadãos tem a cultura de manter uma arma de fogo em casa, mas eles não saem atirando para tudo quanto é lado. Eles acham que para se protegerem eles tendo tal “amuleto” , assim dizendo, vai protege-los de algo pior.
Em 2005, o Brasil realizou um referendo para a proibição do porte e da comercialização de armas de fogo em todo o país. Antes do referendo, o Brasil (aproximadamente 83%) era a favor de que isso acontecesse, acho que o povo era meio são antes disso. Após um investimento alto das empresas, que se sentiam ameaçadas, em propagandas para a legalização, a mídia sensacionalista brasileira (fazendo merda outra vez) deu aos seus leitores 7 motivos para votar “não” nesse referendo, alegando que apesar de você não deixar vender armas para os civis, você não poderá tirar o arsenal de armas das mãos dos bandidos. Maldita mídia sensacionalista.
Eu concordo com o fato de você não poder tirar o arsenal de armas, mas eu não acho que isso seja motivo para você ter uma arma em casa, sinceramente. Se o Brasil investisse pesado em segurança, com certeza não nos sentiríamos ameaçados ao ponto de ter uma arma em casa.
Após essa reportagem, o resultado das urnas apontou aproximadamente 61% de “nãos” contra a proibição. Que fique claro, eu não estou aqui para meter o pau na mídia. Mas vamos combinar que a mistura de leitores alienados e mídia sensacionalista sempre vai dar em manipulação ou algo do tipo.
O fato é o seguinte, não é só no rio que existe violência urbana, aqui mesmo em Recife, que não se pode mais atravessar uma ponte sem ser assaltado – na minha opinião, existe violência pesada. Fato como homicídios, trafico de drogas, assalto, sequestro é algo rotineiro aqui. Chega a ser meio que “natural”. Leitores, vamos encarar a realidade, violência NÃO é natural, violência é algo que não deveria acontecer.

Na sexta-feira, pessoas conhecidas minhas manifestaram seu luto à chacina colando adesivos pretos em seus peitos. Levaram todo o ambiente que eu frequento a fazer um minuto de silêncio pelas 12 crianças mortas no dia anterior. Acho digno as pessoas manifestarem indignação sobre essa violência, que matou tantos inocentes por causa de um “Louco”, digamos assim, até porque, uma pessoa que entra num colégio que estudou, por mais que tenha raiva, não é motivo nenhum para sair matando inocentes por ai.
Quantos inocentes morreram no evento da invasão do rio de janeiro, ano passado ? “Foi por um bem maior, foi para melhorar a violência” Não justifica, são inocentes, isso é injusto. “Ah, eu não quero te matar, mas se eu matar, foi sem querer e por um bem maior”. Isso não é justo. Não estou aqui discutindo sobre a maneira com que a polícia se manifesta para combater a violência, até porque apesar de violência só gerar violência, eu concordo com o fato de a policia ter entrado com tudo nas favelas do rio para acabar e caçar os traficantes.
No recife, aproximadamente 20 pessoas morrem por dia por dívidas de drogas, por assalto, violência domestica. Inocentes são baleados todos os dias, por trocas de tiros entre gangues rivais, entre polícia e traficantes. Não que eu seja contra esse tipo de manifestação de luto geral entre as pessoas, mas não acho justo o Brasil todo se comover com APENAS isso. E que fique claro que eu não estou fazendo pouco caso do assunto, até porque o que aconteceu foi gravíssimo, com repercussão mundial.
Na Alemanha, na Finlândia esse tipo de coisa também acontece. Também repercute mundialmente, mas você já parou para pensar o porquê disso acontecer em escolas? Por que isso veio acontecer no Brasil? Reflita, pense.
Vim manifestar meu luto não só pela chacina no Rio, mas também por toda a violência mundial. Violência contra a criança, o adolescente, o idoso, a mulher, o homem, o homossexual, o heterossexual, o negro, o branco, o rico, o pobre. Pela violência contra o cidadão, pela violência contra o ser humano, pela fome no mundo, pela falta de caráter das pessoas, pelos corruptos, pelos que sofrem com catástrofes naturais, pelos ladrões, pelos psicopatas, pelos presos que são inocentes, pelos soltos que são culpados. Por todos aqueles brasileiros que se comoveram com o ultimo acontecido, fica a minha reflexão.
Será Brasil, que terão de existir tantas outras violência dessas para você abrir os olhos?

abril 06, 2011

complexitatem animi

‎E cada vez mais adentro no labirinto chamado mente, sendo tomado pela amargura cada vez que me deparo com uma bifurcação. Tem vezes que eu queria ser simples, com a mente vazia como o horizonte, infinitas possibilidades, mas então percebo que não seria. Então dou um passo à frente.

abril 05, 2011

woof woof. ;)

Me fascinam.

Lobo da rede, e dos olhos-esmeralda ?
Mas porque lobo? Os lobos são lindos, tem cara de mau. E a sua rede, seu descanso me atrai, faz com que se pareçam um bicho de pelúcia, inofensivos. Lobos são fascinantes, me despertam a curiosidade. São espertos, enganam bem. Lobos no olham melhor, nos escutam melhor, nos pegam, no comem... e comem gostoso. Apreciam cada momento com sua presa e se pudessem falar, aposto que diriam que a presa é a mais gostosa, que é a melhor da espécie. Mas sabe? Eles são lobos, traiçoeiros como tal enganam e digo até que se falassem, mentiriam. Aposto. Lobos são cruéis, nos maltratam como fossemos um inseto, mas lobos são lobos. São seus instintos. Matar, comer. E no fim, eles voltam para as suas redes e no fim eles correm para a liberdade... Correm. E largam as presas estraçalhadas no chão, implorando para que voltem e terminem de o comer. Lobos são assim, e mesmo assim... Fascinantes.

fevereiro 21, 2011

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Vazio.

vazio
(latim vacivus, -a, -um)
adj.
1. Que não encerra nada ou só ar. ≠ cheio
2. Que contém algo em pequena quantidade. ≠ abundante, cheio
3. Cujo conteúdo foi retirado. = despejado
4. Que não é habitado ou frequentado. = desabitado, despovoado, ermo ≠ cheio, povoado
5. Que tem falta de algo. = carente, desprovido, destituído ≠ cheio
6. Que tem preocupações ou interesses de pouca utilidade ou importância. = frívolo, fútil, leviano, oco ≠ grave, sério
s. m.
7. O espaço vazio. = vácuo, vão ≠ cheio
8. Ausência de conteúdo. = oco, vão
9. Sentimento de ausência ou de perda.
10. Nome vulgar do hipocôndrio.
11. Parte da perna dianteira do boi junto à barriga, abaixo da pá.
12. Trás-os-M. Carneiro novo, já castrado.

vazios
s. m. pl.
13. Veter. Ilhargas (de cavalgadura); flancos.
cabeça vazia: sem ideias.
com as mãos vazias: sem ter nada que dar.
coração vazio: sem afeições.

Coração vazio: SEM AFEIÇÕES. Coração vazio não significa sem afeições pra mim. Afeição, amor, amizade. Meu coração não é vazio disso, muito pelo contrário eu sou cheia de amor. Amar não se define. Coração vazio, espaço vazio, CONJUNTO VAZIO. Conjunto Vazio, conjunto sem conteúdo. Meu coração pode ser um conjunto vazio. Coração vazio: tristeza completa.
Meu mundo é você, meu mundo são vocês e vocês não estão mais comigo. Na realidade estão, mas não como eu gostaria que estivessem. Eu não posso querer tudo, não é verdade? O vazio não me deixa me expressar, o vazio não me deixa fazer o que eu amo, o vazio me deprime, o vazio...

janeiro 15, 2011

Dani.

Vou sentir sua falta, seu jeito anda me perseguindo esses dias. Seu cheiro, seu beijo inesquecivelmente inconfundível. Quem diria que eu criaria um “monstrinho” desses. Vou sentir sua falta, mesmo que você não esteja tão longe assim de mim. Seus trejeitos estão marcados pra sempre em mim. Desde que nos conhecemos. Vou confessar que nunca te esqueci, você foi a minha primeira pessoa, não sexualmente falando, claro. Não vou te agradecer pelo que passamos você não está me deixando realmente. Tecnicamente nem ME deixando você está. Seu jeito de cantar, sua voz me encanta até hoje.
 Sei que ainda vamos nos ver, vamos nos falar. Mas só pelo fato de você não estar mais aqui comigo, me faz sentir que iremos nos afastar. Passamos períodos sem nos falar. Passamos coisas boas juntos, aprontamos juntos. Feliz? Tecnicamente não é bem o que eu posso dizer que estou. Você vai pra longe de mim. Mas sabe? Eu to feliz por você, vai começar uma vida nova. Mesmo você não gostando dessa história de se mudar. Não Dani, eu não estou apaixonada por você. Bom, talvez esteja amando você. Mas aquele amor de amigo, um amor puro, sabe? Bom, quem sabe um dia a gente vai se ver de novo. Mas vai, tenho certeza. E o mais breve possível. Vou sentir sua falta, mesmo não estando sempre com você. Espero que não esqueça da sua amiga.
P.S.: Eu te amo <3

novembro 28, 2010

Louca

Meu  problema em amar demais. É chorar por 40 minutos, sem ninguém saber, só porque eu não gosto de brigar com você.